Carro do futuro para mulheres

Por Antonio Pedro, 11 de novembro de 2009 23:04

O canal de TV Sci Fi, voltado para os amantes de ficção científica, fez um comercial bastante interessante sobre como seria o carro do futuro para as mulheres.

Realmente impressionante… confiram abaixo:

Brasileiro é criativo mesmo

Por Antonio Pedro, 9 de novembro de 2009 22:10

Estava eu voltando de viagem outro dia e me deparei com a imagem abaixo no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo:

placa

Na placa está escrito: “Proibido amarrar bicicleta em árvore. Favor usar o bicicletário na Asa”. O sujeito não teve dúvida, amarrou no poste!!

Isso mostra duas facetas de nós brasileiros, uma boa e outra negativa. Por um lado, temos muita criativade para enfrentar problemas e conseguir tirar leite de pedra. Mas, por outro, nem sempre fazemos da forma mais correta; ou seja, queremos sempre burlar as regras.

Marketing não é só para empresas privadas (4)

Por Antonio Pedro, 14 de outubro de 2009 8:49

Rio_2016

Como no post que fiz sobre as Olimpíadas de Londres, a campanha do Rio 2016 foi bastante bem sucedida porque soube utilizar estratégias de marketing para ganhar a indicação. Nas tentativas anteriores, a cidade carioca havia competido de forma amadora, sem preparar argumentos fortes que convencessem os membros do COI (Comitê Olímpico Internacional).

Desta vez, porém, o comitê organizador do Rio 2016 foi buscar pessoas de peso, como o norte-americano Scott Givens, ex-alto executivo da Disney. Ele já havia trabalhado para outras campanhas que foram vitoriosas na indicação para as Olimpíadas, entre elas a de Atlanta em 1996. Givens foi uma peça-chave para montar a apresentação do Rio, tanto o discurso quanto os gráficos e filmes. Outro ator importante foi Fernando Meirelles, que por meio da sua produtora O2, preparou os filmes utilizados durante os discursos, que tinham o objetivo de emocionar a platéia e conquistar seu apoio.

Uma sacada importante e decisiva do comitê organizador foi focar no segundo voto dos representantes do COI. A hipótese era que eles já chegariam ao evento com seu voto definido. Logo, faria sentido conquistar sua segunda opção. Dessa forma, a apresentação, os argumentos e os efeitos gráficos seriam cruciais para atingir este objetivo.

mapa_Rio_2016

Mapa utilizado para reforçar o argumento que a América do Sul nunca havia recebido as Olimpíadas

Durante a apresentação do Rio, somente pessoas de peso falaram, das três esferas do poder executivo (presidente, governador e prefeito), além do presidente do BC e esportistas. Mas somente isso não bastaria, uma vez que as demais cidades também levaram seus representantes mais importantes.

O que fez a diferença foi a argumentação brasileira, calcada em diversos fatores:

  • Solidez da economia brasileira
  • Oportunidade de negócios, mercado publicitário importante
  • Expansão das Olimpíadas para um novo continente
  • Fato do Brasil ser a única economia entre as dez maiores a nunca ter sediado os jogos
  • Receptividade e alegria do povo brasileiro e, em especial, dos cariocas
  • Legado dos jogos para a juventude

Assim, como uma argumentação muito bem estruturada e vídeos emotivos e impecáveis, o Rio conseguiu finalmente conquistar o direito de sediar as tão sonhadas Olimpíadas. Quem sabe essa não seja uma oportunidade de endireitar finalmente a cidade carioca, que após deixar de ser a capital brasileira, nunca mais se encontrou. Não vai ser fácil e nem milagres acontecem, mas pode ser um ponto de inflexão, um começo no trabalho árduo para reverter anos de degradação.

Veja os vídeos usados durante a apresentação:

1) Vídeo Institucional da cidade

2) Vídeo sobre a receptividade do Rio

3) Vídeo do plano da cidade (masterplan) para as Olimpíadas

Como é que se fala mesmo?

Por Antonio Pedro, 22 de setembro de 2009 0:48

forvoSabe aquela palavra que você sempre quis saber como se pronuncia e não tinha para quem perguntar? O site Forvo teve a brilhante idéia de usar o princípio de Web 2.0 e deixar por cargo dos milhares de internautas gravarem suas versões para todo o tipo de palavra existente.

Como o próprio slogan do site diz: “All the words in the world. Pronounced.” (”Todas as palavras do mundo. Pronunciadas.”). Ou seja, diga adeus àquela dúvida de como se diz Saskatchewan (estado canadense) ou Charaktereigenschaften (caráter, em alemão – acredite, é isso mesmo!). O melhor é poder ouvir a tudo dito por pessoas nativas na língua, inclusive por diferentes sotaques.

A busca no site não é das mais amigáveis, já que, diferente do Google, não aparecem sugestões próximas ao que você pesquisou. Ou seja, só aparecerão palavras que sejam exatamente iguais às procuradas. Além disso, existem ainda poucas categorias (alimentos, cinema, geografia, entre outras) e que são classificadas por ordem alfabética, por data ou por popularidade. Dentro de cada uma delas, não há uma subdivisão por línguas ou sub-segmentos, o que dificulta a busca.

De qualquer maneira, o site é muito útil para qualquer pessoa, estudante de línguas ou não. Agora já posso falar Εγώ δεν καταλαβαίνω direito! (se for curioso, procure esta frase no Forvo e, se for mais curioso ainda, cole esta frase no tradutor do Google)

Cuidado! Seu cliente pode reclamar para milhões de pessoas

Por Antonio Pedro, 7 de setembro de 2009 0:54

taylor_guitarsExiste uma regra clássica em administração que diz que um cliente satisfeito conta sua experiência para três pessoas em média e, por outro lado, um insatisfeito conta para dez, mais ou menos. E se fosse possível atingir 5 milhões de pessoas?

Foi exatamente o que conseguiu Dave Carroll, músico canadense, após ter uma experiência bastante frustrante com a United Airlines. No ano passado, ele havia viajado para os EUA para fazer uma turnê de uma semana quando teve seu violão quebrado pelos funcionários da companhia aérea num dos aeroportos que havia feito escala.

Dave tentou, por meses a fio, conseguir um reembolso da United pelo prejuízo que eles haviam lhe causado, sem obter sucesso. Seu violão, um Taylor (marca renomada e usada por diversos artistas, como Meredith Brooks, Foo Fighters e Dave Matthews), não era um objeto sem valor comercial ou que poderia ser manipulado de forma descuidada, custando em torno de U$ 3.500 no mercado.

Dave_Carroll_1

Dave Carroll

Depois de ter tomado uma canseira do serviço de atendimento da United, que foi categórica ao dizer que não poderia fazer absolutamente nada pelo problema que ocorreu, Dave decidiu protestar de uma maneira inteligente e bem-humorada. Comunicou a companhia aérea que iria fazer uma trilogia de músicas sobre o tema, colocando-as no You Tube. O objetivo do músico era atingir um milhão de exibições em um ano.

United_Breaks_GuitarsEm julho de 2009, o primeiro vídeo foi colocado no ar com o nome sugestivo de “United Breaks Guitars” (A United Quebra Violões). Apenas três meses depois, já alcançou mais de cinco milhões de exibições e 22 mil comentários, correndo o mundo inteiro. O segundo vídeo, colocado há apenas duas semanas (no dia 17 de agosto), já atingiu mais de 300 mil exibições.

O total descuido e despreparo da United custaram extremamente caro. O que poderia ter sido um episódio facilmente resolvido, acabou se tornando um pesadelo, atingindo uma magnitude gigantesca, totalmente impensável tempos atrás. Nos dias de hoje, a internet se tornou uma arma ao alcance de todos, podendo causar graves prejuízos na imagem de grandes empresas, antes protegidas pelas muralhas de seus serviços de atendimento ao consumidor.

Portanto, aquela velha máxima de administração já não é verdade. Ou as empresas mudam e começam a cuidar de seus clientes ou eles vão contar não para dez, mas para dez milhões de pessoas.

Confira os vídeos das músicas:

Vídeo 1 – United Breaks Guitars

Vídeo 2 – United Breaks Guitars

Futuro: visão da HP

Por Antonio Pedro, 18 de agosto de 2009 1:03

computer_personal

Bastante inteligente e bem-humorado o comercial que a HP fez na Inglaterra para o seu novo e inovador computador: o HP Touch Smart, que é sensível ao toque dos dedos na tela.

O slogan em inglês também foi bem pensado: “The Computer is Personal Again” (O computador é pessoal de novo).

Quem me dera a vida real fosse assim!

Marketing não é só para empresas privadas (3)

Por Antonio Pedro, 5 de agosto de 2009 1:09

dirty_water

A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) criou uma campanha de conscientização bastante interessante e inusitada, com o objetivo de chamar a atenção da mídia e também para arrecadar fundos.
Em Nova York, resolveram colocar uma vending machine para vender água num local de grande movimento. Até aqui, sem grandes novidades, se não fosse pelo produto oferecido: água suja. As opções de compra para o consumidor eram as seguintes: malária, dengue, cólera, tifóide, hepatite, desinteria, salmonela e febre amarela.

A idéia da UNICEF era chamar a atenção das pessoas para um problema grave que ocorre principalmente em países em desenvolvimento: a morte de crianças menores de cinco anos por ingestão de água contaminada (segunda maior causa de mortes em crianças desta idade).

tap_projectA campanha foi tão inusitada que gerou publicidade positiva em diversos meios de comunicação, como jornais, blogs, TVs e rádios. A divulgação ajudou a aumentar o conhecimento do Tap Project, programa lançado pela UNICEF em 2007 em Nova York.

dirty_water2

A idéia do projeto é estimular os norte-americanos a doarem US$ 1,00 em restaurantes pela água que tomam de graça (nos EUA é prática comum tomar água da torneira em restaurantes). Segundo a UNICEF, este valor é suficiente para que uma criança tenha água potável por 40 dias.

Mais uma vez, mostrou-se que uma boa estratégia de marketing pode ser aplicada em qualquer tipo de negócio ou mercado. A divulgação da UNICEF foi bastante inovadora, usando uma linguagem simples e direta. Além disso, também foi inteligente ao utilizar uma vending machine para chamar a atenção do público em geral, uma vez que todos nós consumimos água, refrigerante e sucos nestas máquinas e pagamos um valor baixo por estas bebidas, o que se torna um argumento forte para conseguir doações.

Confira o vídeo da ação em Nova York:

Comunicação bem-humorada

Por Antonio Pedro, 31 de julho de 2009 1:17

O uso de humor em propagandas e no posicionamento de um produto é um recurso muitas vezes utilizado por empresas para chamar a atenção do público-alvo de uma forma divertida. Porém, deve ser considerado com cuidado, uma vez que pode acabar se mostrando ofensivo para algumas pessoas ou de mal gosto.

Além disso, determinados produtos ou serviços dificilmente podem se valer de humor, ainda mais quando pretendem passar uma imagem de tradição, seriedade e confiança. Para um hospital que é referência no tratamento de câncer, por exemplo, seria muito arriscado – ou indelicado – passar uma comunicação por meio de mensagens divertidas. O que se espera, neste caso, é um posicionamento sóbrio, sisudo, no qual se pode confiar plenamente.

delta_lloydPorém, em alguns casos, mesmo que o produto ou serviço deva inspirar a confiança dos consumidores, pode-se adotar uma mensagem mais descontraída. Esta foi a idéia do Delta Lloyd Groep, grupo financeiro holandês com atuação nos Países Baixos, Alemanha e Bélgica.

zeker_delta_lloydA divisão de seguros da empresa tinha como desafio vender seus serviços, muitas vezes pouco atrativos para os clientes. Isso porque não é muito fácil convencer uma pessoa a comprar uma apólice para um possível problema que poderá ocorrer no futuro. Para carros, por exemplo, esta prática é mais comum, já que estamos conscientes do risco de roubo e batidas. Porém, para outros tipos de seguros, como contra incêndio, de vida etc., não nos convencemos da sua utilidade, já que não consideramos seu risco elevado.

Portanto, para chamar a atenção dos consumidores, a Delta Lloyd decidiu fazer uma série de comerciais bem-humorados para vender seus serviços, explorando o risco de uma maneira inusitada. Foi uma forma inteligente de passar a mensagem, saindo da mesmice e sem uma fala chata e insossa.

Confira alguns comerciais:

Marketing não é só para empresas privadas (2)

Por Antonio Pedro, 13 de julho de 2009 1:22

logo_johannesburg

A cidade de Johannesburg fez um trabalho bastante interessante de branding em conjunto com a consultoria Interbrand para construir uma identidade única.

Uma das ações foi pesquisar a forma como as pessoas se identificavam com a cidade, que era chamada carinhosamente como “Joburg”. Esta identificação acabou sendo escolhida para o logo oficial de Johannesburg, com o objetivo de identificar seus serviços públicos, eventos e publicações. O logo é bastante jovial e atual, modernizando a imagem da cidade perante seus habitantes. A forma profissional como foi feito o trabalho de identidade de marca serve de inspiração para nossas cidades brasileiras.

PMSPEm São Paulo, por outro lado, diferente do que ocorreu na cidade sul-africana, é comum haver troca de logos a cada uma das administrações que passam por aqui. Existe, é claro, o símbolo oficial da Prefeitura de São Paulo (mostrado ao lado) – que havia sido esquecido e que agora voltou a ser usado – porém, não há um logo mais moderno e que pudesse identificar ações da prefeitura, principalmente em eventos culturais e de grande visibilidade.

s__o_paulo_450_anosA única vez que foi feita uma iniciativa neste sentido foi quando houve a comemoração dos 450 anos da cidade de São Paulo, em 2004. Naquele ano, criou-se um logo que foi largamente utilizado e divulgado. Porém, como se tratava obviamente de uma comemoração pontual, foi devidamente descartado após o final da festa.

Seria interessante, portanto, assim como foi feito como foi feita a escolha do apelido “Joburg”, escolher o nome “Sampa” para identificar São Paulo, o que ganharia a simpatia dos paulistanos. Tanto o símbolo oficial (o brasão da prefeitura), quanto o logo, poderiam conviver harmonicamente. O oficial poderia continuar a ser usado em publicações, nos ônibus, editais, no Diário Oficial do Município e assim por diante. Já o logo “Sampa” poderia ser usado nos eventos, comerciais de TV, folhetos etc., fazendo toda a comunicação mais direta com a população.

Esta seria uma forma de divulgar São Paulo no Brasil e no exterior, renovar sua marca, ganhar a simpatia e recobrar o orgulho de seus habitantes. No entanto, o novo logo não poderia durar só até as próximas eleições.

Campanha do Kia Picanto: escolha correta de atributo

Por Antonio Pedro, 30 de junho de 2009 1:27

Para ser justo com a Kia, o novo comercial do Kia Picanto que está no ar mostra que a escolha do atributo de destaque do produto (no caso, o carro), foi bem escolhida e explorada.

No comercial, um motorista entra no posto-de-gasolina para completar o tanque, sendo surpreendido pelo frentista que lhe entrega todo o tipo de peças que seu carro não possui. É uma brincadeira inteligente para mostrar que o Kia Picanto é um carro compacto com muito mais tecnologia e portanto “completo”, do que seus concorrentes.

Dessa forma, a Kia conseguiu passar seu posicionamento diferenciando seu produto dos demais. Finalmente, o slogan também foi muito bem escolhido, o que resume bem a mensagem: “Novo Kia Picanto: completão”.

Confiram:

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