Novo Facebook?

Por Antonio Pedro, 17 de fevereiro de 2010 0:44

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Quer colocar seu produto no mercado?

Por Antonio Pedro, 17 de fevereiro de 2010 0:42

A internet surgiu como uma plataforma de comunicação entre indivíduos – de forma fácil e instantânea – por meio de uma rede potente de computadores interligados entre si. Desde a sua criação, estas formas de interação foram se sofisticando e intensificando, chegando-se ao conceito conhecido de Web 2.0,  nome dado a uma nova fase da internet, mais democrática, interativa e colaborativa.

Neste contexto, surgiram inúmeras redes sociais (Facebook), softwares livres (Linux), enciclopédias colaborativas (Wikipedia), entre vários outros, convidando o internauta a se tornar protagonista e não mais coadjuvante do conteúdo da net.

quirkyInspirado na Web 2.0, surgiu nos EUA a Quirky, com o objetivo de ser uma rede social de criação de produtos. O conceito é simples: basta ter uma ideia interessante, enviá-la para o site e, se ela for boa o bastante, será estudada, desenhada, ganhará um novo nome, uma logomarca e será colocada à venda no mercado.

A diferença do processo tradicional de desenvolvimento de produtos é que tudo acontece online e com a ajuda e colaboração de milhares de internautas. Além disso, possibilita que qualquer pessoa possa colocar em prática suas ideias sem ter que formalmente apresentá-las a uma grande empresa.

O processo da Quirky inicia com a geração e envio das ideias de produtos pelo valor de US$ 99,00. Elas ficam disponíveis por um determinado tempo no site, quando é possível adicionar comentários ou votar nas melhores. Para a escolha da vencedora, leva-se em conta a votação dos internautas e a opinião da equipe da Quirky, com o objetivo de se oferecer um produto com boas chances de gerar vendas e ser inovador no mercado.

quirky_processApós esta etapa, o produto entra oficialmente no processo de desenvolvimento, devendo passar por algumas etapas: avaliação do produto, pesquisa, desenho industrial, nome, tagline (assinatura) e logo. Todas elas são colaborativas, sendo possível deixar sua opinião ou sugerir alterações.

Quando o produto fica pronto, entra automaticamente na fase de pré-vendas, devendo atingir uma determinada quantidade estabelecida para poder ser vendido. Ou seja, as pessoas têm que demonstrar interesse nele (colocando seus dados e número do cartão de crédito) para que efetivamente seja produzido e chegue nas prateleiras das lojas.

Uma vez que as vendas começam a acontecer, os idealizadores do produto recebem 30% de tudo que é vendido pelo site e 10% do que é vendido no varejo. Não somente quem deu a ideia inicial recebe, mas todos os que colaboraram durante o processo.

Em suma, a Quirky, com este novo método, conseguiu democratizar o desenvolvimento de novos produtos, dando voz a milhares de pessoas com ideias inovadoras. O sistema é bastante interessante porque permite que todos ganhem: Quirky, idealizadores, desenvolvedores e colaboradores. Além disso, a empresa utiliza de forma inteligente a internet para estudar o novo produto, pesquisá-lo, refiná-lo e também garantir que seja vendida uma quantidade mínima. Portanto, nada é feito ao acaso, minimizando o risco de um possível fracasso.

Agora só falta ter uma nova ideia: que tal colocá-la em prática?

Veja a entrevista do fundador da Quirky (que tem 23 anos!) na Fox Business:

Confira alguns dos novos produtos da Quirky:

1) Mug Stir – colher que fica pendurada

mug_stir1mug_stir22) Pen Zen – Organizador de canetas

pen_zen3) Scratch & Scroll Mousepad – Mousepad no qual se pode escrever

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Como apimentar uma marca tradicional

Por Antonio Pedro, 4 de fevereiro de 2010 23:13

Marcas são um dos ativos mais importantes que uma empresa possui e, portanto, devem ser cuidados de forma especial para que não envelheçam ou se deteriorem com o passar do tempo.

De nada adianta possuir grandes equipes de vendas, sedes grandiosas ou uma logística impecável se as marcas de uma corporação estão com problemas. Afinal, são elas que se apresentam para os consumidores, tentando ganhar sua confiança e sua fidelidade. Se eles têm dificuldade de reconhecê-las, se as acham antigas, ultrapassadas ou confusas, deixarão de comprá-las, colocando as empresas por trás delas em sérias dificuldades.

Portanto, é papel fundamental do marketing cuidar do ativo mais importante das corporações: as marcas. Este papel se torna mais desafiante e relevante quando se lida com marcas tradicionais e antigas no mercado. Como fazer alterações em produtos como Leite Moça ou Maizena, por exemplo?

A Touch of Mojo, agência inglesa de branding que agora está com sede em São Paulo, mostrou que isso é possível. O desafio era repaginar o tradicional ketchup Heinz, com mais de 130 anos de vida e fazer com que os consumidores não o encarassem como um produto pouco saudável.

grown_not_madeA solução da agência foi explorar o fato do ketchup ser cultivado e plantado, mas não feito de forma artificial. A partir deste insight, criou-se o slogan: “grown, not made” (cultivado, não produzido). Foi uma forma inteligente de renovar a marca e de chamar a atenção do consumidor para um atributo importante do produto. Foram feitos, a partir deste conceito, várias peças publicitárias, explorando o fato de que “ninguém cultiva ketchup como a Heinz” (”no one grows ketchup like Heinz“).

Ou seja, é possível modernizar todo o tipo de marca, mesmo as centenárias. É claro que deve ser um processo cuidadoso, mas necessário para sua perpetuação.

Confira as peças publicitárias:

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Quem disse que hortifruti tem que ser chato?

Por Antonio Pedro, 13 de janeiro de 2010 23:09

A campanha de marketing da Hortifruti, cadeia varejista do Rio de Janeiro, mostra que é possível adicionar uma boa dose de humor mesmo para produtos que normalmente não estamos acostumados. As estrelas da campanha são as hortaliças, verduras e legumes vendidos na loja, cada uma como protagonista de um filme famoso.

A ideia da Hortifruti chama a atenção do consumidor por ser inovadora, inusitada e divertida. É uma prova de que se pode vender qualquer tipo de produto, desde que de uma forma inteligente. Melhor ainda ficou o slogan: “Aqui a natureza é a estrela”.

Confira abaixo:

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I’m sorry – marketing verde

Por Antonio Pedro, 4 de janeiro de 2010 23:44

Magistral a campanha da ONG tcktcktck e do Greenpeace durante a última Conferência Climática da ONU em Copenhague, na Dinamarca.

Nela, são mostrados alguns líderes mundiais (inclusive o nosso presidente) com a cara que teriam em 2020, com o objetivo de chamar a atenção da população para a necessidade de se agir agora com relação aos problemas ambientais e não deixar para depois.

A frase da campanha é bastante contundente: “I’m sorry. We could have stopped catastrophic climate change… we didn’t” (Sinto muito, nós poderíamos ter parado a mudança catastrófica no clima… mas não o fizemos).

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Regras do futebol

Por Antonio Pedro, 4 de janeiro de 2010 22:59

Vejam só a foto que tirei no primário de um colégio abastado da capital paulista:

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  1. A primeira regra já é clara: quem é pequeno também pode jogar!
  2. Dono do time? Essa é ótima!
  3. Chuteira com cravo no primário? Ia rolar uma briga dos moleques da oitava com os pirralhos da quarta-série
  4. Sensacional essa, ainda mais pela parte do carrinho “sem querer”
  5. O que os caras tão achando, que é rugby?
  6. Assim até eu faço gol
  7. Mão do adversário não é que nem “piques” do pega-pega

Um hotel diferente

Por Antonio Pedro, 4 de janeiro de 2010 22:32

Recentemente, em uma das minhas viagens para o México, fiquei hospedado num hotel chamado W. Até aí, nada de mais, se não fosse pelo estilo e pela consistência no posicionamento da marca.

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Hall do W no México (recepção no fundo e bar à direita)

A primeira impressão é bastante positiva quando se entra no hall do hotel. Não há qualquer semelhança com um estabelecimento comum: nada de mármore ou sofás grandiosos; aliás, muito pelo contrário, o ambiente é moderno, colorido, cheio de design e totalmente fora do padrão.

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Chamam atenção as cores fortes das paredes (como o vermelho, amarelo e preto), as esculturas espalhadas pelas salas, além de diversos outros detalhes que completam e identificam o hotel, exatamente como a empresa gostaria que os consumidores o percebessem: um hotel de boutique. Alguns destes detalhes são realmente impressionantes e ajudam a diferenciá-lo:

- Som com porta iPod: qual hotel oferece este mimo para seus clientes? Além disso, caso você tenha esquecido o seu e quiser fazer ginástica, existe um serviço de empréstimo de aparelhos.

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- Banheiro com vista e rede: esta para mim foi uma das maiores surpresas quando cheguei no quarto.

- Comida: o restaurante tem pratos bastante elaborados, como um ceviche (prato típico peruano), mas com um tom mexicano, com pimentão e cebola, servido num copo. Algo bastante inusitado.

- Música personalizada: como não poderia faltar, a música do hotel também é moderna e jovem, focada no eletrônico e na house music, complementando o ambiente.

- Champanhe com doces: à noite, quando voltei para o quarto, havia duas garrafas de champanhe e alguns doces, juntamente com um cartão. Nele, estava escrito algo do gênero: “obrigado por voltar a se hospedar conosco”. Esta realmente me surpreendeu! A única coisa é que eles se enganaram de quarto, já que eu nunca havia estado antes lá. De qualquer maneira, foi uma forma extremamente criativa de mostrar respeito pelo cliente.

champanhe

- Águas artesanais: no quarto, é possível tomar água Voss, do aquífero da Noruega, ou a Fiji, pura e artesanal.

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quarto_portaApesar de haver inúmeros pontos positivos, o W peca um pouco pelo exagero no design, deixando a desejar na funcionalidade muitas vezes. Explico-me: as poltronas, por exemplo, parecem saídas de um concurso de arquitetura, mas são desconfortáveis. Além disso, as cores fortes acabam cansando um pouco a vista, principalmente pela grande quantidade de vermelho no ambiente. Finalmente, o banheiro é moderno demais, com pia e vaso separados, além de não haver qualquer cortina ou coisa que o valha para separar o box do restante do ambiente.

Em suma, o W é um hotel extremamente inovador e moderno, consistente com o posicionamento da sua marca, passando sua mensagem de todas as formas possíveis para o cliente, seja na decoração do seu restaurante, no atendimento dos funcionários, nos produtos vendidos, na música, comida ou até no cartão de não perturbe, que traz escrito: “When? Not quite yet” (Quando? Ainda não).

Marketing e design… até no chá!

Por Antonio Pedro, 2 de dezembro de 2009 3:17

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A Tea Forté, companhia americana fundada em 2003, conseguiu inovar e agregar valor a um produto que poderia ser visto como uma commodity: o chá.

Utilizando conceitos de marketing e vendendo produtos com design apurado, a empresa conseguiu se diferenciar dos concorrentes e abrir espaço para incrementar o valor da categoria, oferecendo produtos com valor agregado mais alto.

Um dos produtos oferecidos é o infusor de chá em formato de pirâmide, com as folhas dentro de uma rede fina, facilitando muito a imersão na xícara. Nunca vi nada igual! É um excelente produto, bastante inusitado e que é um prato cheio para os amantes de chá.

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O fundador e presidente da empresa, Peter Hewitt, define seus produtos como uma experiência única, extraordiária, com o objetivo de capturar a “Arte do Chá”. Acredito realmente que ele tenha conseguido esta façanha.

Os produtos da Tea Forté estão disponíveis em vários restaurantes, spas, hotéis e alguns supermercados ao redor do mundo, mas ainda não no Brasil.

Outro produto realmente inovador é a garrafa para chá gelado inventada pela empresa. Acaba tornando a experiência em um próprio entretenimento:

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Na foto acima, estão descritos os passos para se fazer o chá gelado:
- Primeiro, coloque água fervente no infusor.
- Depois, aguarde de dois a três minutos antes de derramar sobre o gelo.

Uma idéia muito interessante e simples, além de extremamente inovadora!

Em suma, a Tea Forté se destacou dos concorrentes por meio do design e do marketing, mesmo vendendo um produto massificado, como o chá.

Vitrines de restaurante

Por Antonio Pedro, 16 de novembro de 2009 22:57

Chamar a atenção de clientes para que eles parem e entrem num estabelecimento é o objetivo de qualquer comerciante. Uma das formas de fazê-lo é ter uma vitrine atrativa e bem arrumada, saindo da mesmice que se encontra geralmente.

No Japão, os donos de restaurante adotaram uma prática interessante para conseguir mais clientes. Passaram a colocar imitações de plástico de seus pratos nas vitrines para atrair pessoas para dentro da loja. É uma verdadeira arte, com réplicas que parecem verdadeiras e que dão uma idéia de como é o cardápio oferecido pelo restaurante.

Quando estive no Japão, em 2007, tirei algumas fotos destas vitrines, que mostro abaixo:

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Vejam também a reportagem da TV UOL sobre o tema:

Carro do futuro para mulheres

Por Antonio Pedro, 11 de novembro de 2009 23:04

O canal de TV Sci Fi, voltado para os amantes de ficção científica, fez um comercial bastante interessante sobre como seria o carro do futuro para as mulheres.

Realmente impressionante… confiram abaixo:

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