Category: Varejo

Quem disse que hortifruti tem que ser chato?

Por Antonio Pedro, 13 de janeiro de 2010 23:09

A campanha de marketing da Hortifruti, cadeia varejista do Rio de Janeiro, mostra que é possível adicionar uma boa dose de humor mesmo para produtos que normalmente não estamos acostumados. As estrelas da campanha são as hortaliças, verduras e legumes vendidos na loja, cada uma como protagonista de um filme famoso.

A ideia da Hortifruti chama a atenção do consumidor por ser inovadora, inusitada e divertida. É uma prova de que se pode vender qualquer tipo de produto, desde que de uma forma inteligente. Melhor ainda ficou o slogan: “Aqui a natureza é a estrela”.

Confira abaixo:

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O Paraíso das damas

Por Antonio Pedro, 31 de maio de 2009 22:45

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Um clássico é um livro que continua atual, mesmo depois de anos de sua primeira publicação. Suas idéias, percepções e avaliações geralmente nos impressionam por se mostrarem aplicáveis nos tempos de hoje.

Este é o caso do livro de Émile Zola, chamado “O Paraíso das Damas”. É um romance baseado nas pesquisas do autor francês sobre as lojas de departamento durante o século XIX em Paris. Ele descreve com bastante riqueza de detalhes todo o sistema comercial, a relação entre os vendedores, o gerenciamento de estoque, a briga por poder, técnicas de marketing, o conflito entre pequenos e grandes comerciantes, o consumo desenfreado das damas da alta sociedade, entre diversos outros aspectos.

A leitura é bastante agradável e surpreende por sua atualidade. Em alguns trechos, seria possível replicá-los na integra para os tempos de hoje, como por exemplo:

“Se conseguirmos atrair as mulheres para dentro da loja, elas ficarão à nossa mercê, seduzidas, desarvoradas diante de todas as nossas mercadorias, vão esvaziar suas carteiras sem perceber! O negócio, meu caro, é atiça-las, e para isso é preciso um artigo que sirva de isca, que chame atenção, que faça época”.

“Essa idéia de ter a mercadoria por um valor inferior a seu custo fustigava nelas a avidez feminina, cujo prazer de comprar duplica quando acredita estar tirando vantagem do comerciante. Ele sabia que elas seriam incapazes de resistir aos preços baixos”.

“Aliás, todos na seção, desde o contínuo que sonhava em se tornar vendedor, até o primeiro cobiçando a situação de gerente, todos tinham apenas um idéia fixa: desalojar o colega acima de si para subir um degrau, abatendo-o se ele se tornasse um obstáculo”.

É impressionante, portanto, perceber que muitos dos conceitos hoje aplicáveis no varejo, já estavam presentes há mais de 150 anos, relatados com maestria por Zola.

Vale a pena a leitura!

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