Category: Marketing

Mídias Sociais: uma revolução

Por Antonio Pedro, 19 de julho de 2010 0:27

midias_sociais

Quando a internet surgiu, nos anos 1990, a interação do usuário com os aplicativos era totalmente nova, mas ainda pouco colaborativa. As pessoas se conectavam para acessar conteúdo, descobrir novas informações, baixar softwares e se comunicar por meio de emails.

Com o tempo, houve uma evolução na forma de interação dos internautas com os aplicativos. Num movimento batizado de Web 2.0, as pessoas começaram a deixar de ser passivas diante da nova tecnologia, como o faziam com suas TVs e rádios, passando a ser protagonistas.

Um grande impulso para esta mudança de mentalidade e atitude foi o surgimento das mídias sociais, que rapidamente se espalharam pelo mundo com uma velocidade impressionante. Enquanto o rádio demorou 38 anos para atingir 50 milhões de usuários, o Facebook agregou 200 milhões em apenas um ano.

O que as mídias sociais possibilitaram foram novas formas de comunicação e expressão que antes estavam represadas. Hoje, qualquer um pode ter seu próprio jornal (um blog, como este), saber o que acontece no mesmo instante (no Twitter), acompanhar o que seus amigos estão fazendo (no Facebook) ou atualizar seus contatos profissionais (no Linkedin).

Esta nova forma de interagir com a internet muda a maneira como as empresas se relacionam com seus clientes. Antes, a comunicação era de via única, não havendo uma preocupação muito grande com o feedback dos consumidores. Somente por meio de instrumentos formais, como pesquisas ou SAC, eram conhecidas as percepções, o que ocorria apenas em momentos bem definidos.

Hoje, milhares comentam sobre produtos e marcas, avaliam o tempo inteiro o serviço a que foram expostos e postam tudo na internet, de forma pública, para todos verem. E o meio mais comum para isso são as mídias sociais.

Ou seja, ignorá-las já não é mais uma opção. Será determinante, daqui para a frente, entendê-las e usá-las a seu favor, estabelecendo um diálogo com seus consumidores, de forma a deixar a relação mais transparente e confiável. As mídias sociais, portanto, vieram para modificar a esta relação e quem souber sair na frente, terá uma vantagem considerável.

Confiram o vídeo abaixo que exemplica muito bem a revolução das mídias sociais:

Mac vs PC

Por Antonio Pedro, 24 de junho de 2010 0:00

mac

vs

windows

De uma forma bem humorada, a Apple da Inglaterra fez uma série de comerciais para mostrar sua superioridade versus os PCs.

Nos vídeos, os dois computadores são personificados, sendo que o PC é mostrado como um gordinho de terno e gravata, enquanto o Mac é mais descolado e informal, de jeans e camiseta, uma bela forma de mostrar o espírito por trás das duas tecnologias.

Na realidade, a Apple está aproveitando para alfinetar a Microsoft, a principal empresa que provê softwares para PCs, já que nos comerciais também são abordados diversos aspectos relacionados ao Windows (como segurança, vírus, dificuldade de uso, drivers etc.).

A única coisa que eles não contam é que o preço do Mac não tem graça nenhuma…

Confiram:



Como fazer marketing pensando fora da caixa

Por Antonio Pedro, 11 de maio de 2010 0:08

A T-Mobile, operadora inglesa de celulares, juntamente com a agência Saatchi & Saatchi, criaram uma campanha bastante inovadora para divulgar o novo posicionamento da empresa de telefonia: life’s for sharing (a vida é para compartilhar).

Para poder refletir o novo equity da marca, a agência plantou diversos dançarinos profissionais numa estação de Liverpool, sem que os transeuntes soubessem do que se tratava. Quando menos esperavam, uma música alta começou a tocar e as pessoas a dançarem. O resultado não poderia deixar de ser surpreendente: todos ficaram estupefatos com o que estava acontecendo, felizes com a surpresa e curiosos para saber do que se tratava a coreografia.

A campanha foi uma forma inteligente de chamar a atenção do consumidor e que depois virou um viral na internet, tendo sido vista por mais de 20 milhões de internautas no YouTube!

Seguindo o sucesso desta primeira coreografia, a T-Mobile criou outras sequências, igualmente interessantes. Uma das ideias foi colocar um telão na Trafalgar Square, praça no centro de Londres, onde uma multidão podia fazer um karaokê coletivo. Algo bastante inusitado, já que diversos microfones foram distribuídos para as pessoas, que se empolgaram cantando canções do Beatles e de outros grupos famosos.

Estas ações da operadora inglesa foram formas criativas de espelhar o posicionamento da marca, mostrando de forma lúdica o life’s for sharing. Ou seja, foi inovadora, mas ao menos tempo fiel à mensagem que a empresa queria passar ao seus consumidores. Isso é o mais importante, porque nem sempre as duas coisas andam juntas. Ora a campanha é criativa, mas não tem a ver com a marca, ora ela é fidedigna ao posicionamento, mas insossa. Com certeza, não foi o caso da T-Mobile.

Confira os vídeos:

1) Dança da T-Mobile

2) Karaokê na Trafalgar Square

Juntos

Por Antonio Pedro, 23 de março de 2010 0:20

Estado_Folha

A agência Talent criou uma ação genial e inovadora juntando dois concorrentes históricos: a Folha e o Estadão. O objetivo da propaganda era divulgar a nova campanha do Banco Santander, na qual é explorada a ideia de se tomar decisões levando-se em conta pontos de vista diferentes.

Os assinantes de cada um dos jornais receberam um exemplar da Folha e um do Estadão, que vinham envoltos num plástico com a mensagem da campanha (intilulada “Juntos”), além de maiores informações na primeira página para explicar que os bancos Santander e Real estão se juntando para ser um banco novo.

Estado_Folha2A Talent conseguiu passar muito bem para o público o momento atual em que os bancos estão passando após a fusão, no qual há um esforço para se manter o que cada um tinha de melhor. Isso é verdade principalmente para os clientes do Real, que se viram órfãos de sua marca após a compra pelo banco espanhol.

Este é um exemplo de como se pode surpreender o consumidor com uma ação inusitada, tirando-o do lugar-comum.

Uma campanha de impacto

Por Antonio Pedro, 19 de março de 2010 23:13

Impressionante a campanha que uma administradora de estradas no sul da Inglaterra criou para que os motoristas usem sempre o cinto de segurança.

Slogan muito bem pensado: “Abrace a Vida” (Embrace Life).

Confira:

Por que não deixar as coisas mais divertidas?

Por Antonio Pedro, 17 de março de 2010 23:26

fun_theoryA Volkswagen da Suécia criou uma iniciativa muito interessante para provar que o modo mais fácil de se mudar o comportamento das pessoas é por meio do bom humor e da diversão. O objetivo era chamar a atenção da população para ações realmente diferentes (fossem elas voltadas para meio-ambiente, sociedade etc.), mas que  representassem mudanças para algo melhor.

A montadora, a partir desta ideia, criou um site chamado The Fun Theory, para que os internautas pudessem publicar suas sugestões e invenções, que seriam posteriormente votadas e julgadas por um comitê. As melhores ideias já foram selecionadas e o vencedor será anunciado em breve, o qual receberá um prêmio no valor de €2.500.

Este é um ótimo exemplo de como se pode aliar uma estratégia de marketing viral na internet juntamente com ações que melhoram nossa relação com a sociedade e o meio-ambiente, deixando-a mais divertida.

Abaixo mostro os três vídeos feitos pela The Fun Theory que serviram de inspiração para os participantes:

1) A lata de lixo mais funda do mundo

2) Escada em forma de piano

3) Coletor de vidro reciclado em forma de videogame

Reinventando a roda… da bicicleta

Por Antonio Pedro, 9 de março de 2010 0:16

YikeBikeÀs vezes surgem inovações de onde menos se espera, de ideias simples e consagradas, mas com uma roupagem diferente. Isso foi o que a empresa neozelandesa YikeBike fez.

YikeBike2A ideia genial foi reinventar a bicicleta, remodelando-a de forma a torná-la mais moderna  e ecologicamente correta; além de fazer com que servisse como meio de transporte para o trabalho, mas sem o incômodo de amarrá-la em algum poste.

A YikeBike é uma pequena bicicleta motorizada, que pesa apenas 10kg, feita de fibra de carbono, projetada para andar pequenas distâncias (até 10km), velocidade máxima de 25km/h e podendo ser totalmente recarregada numa tomada, como qualquer celular.

YikeBike3O design e a praticidade impressionam, mostrando que o produto é realmente inovador e que poderá conquistar seu espaço no mercado, mesmo tendo um preço salgado: US$ 4.450 ou R$ 8.000. É claro que o a YikeBike poderá baratear com o tempo, quando houver economia de escala, o que melhorará sua relação custo-benefício. Por enquanto, a ideia da empresa neozelandesa é atingir o mercado europeu, começando sua produção em abril de 2010.

Em suma, a YikeBike é uma resposta moderna aos problemas do cotidiano de qualquer morador de cidades grandes, podendo ajudar a driblar o trânsito, ao mesmo tempo que contribui para a preservação do meio-ambiente.

Como apimentar uma marca tradicional

Por Antonio Pedro, 4 de fevereiro de 2010 23:13

Marcas são um dos ativos mais importantes que uma empresa possui e, portanto, devem ser cuidados de forma especial para que não envelheçam ou se deteriorem com o passar do tempo.

De nada adianta possuir grandes equipes de vendas, sedes grandiosas ou uma logística impecável se as marcas de uma corporação estão com problemas. Afinal, são elas que se apresentam para os consumidores, tentando ganhar sua confiança e sua fidelidade. Se eles têm dificuldade de reconhecê-las, se as acham antigas, ultrapassadas ou confusas, deixarão de comprá-las, colocando as empresas por trás delas em sérias dificuldades.

Portanto, é papel fundamental do marketing cuidar do ativo mais importante das corporações: as marcas. Este papel se torna mais desafiante e relevante quando se lida com marcas tradicionais e antigas no mercado. Como fazer alterações em produtos como Leite Moça ou Maizena, por exemplo?

A Touch of Mojo, agência inglesa de branding que agora está com sede em São Paulo, mostrou que isso é possível. O desafio era repaginar o tradicional ketchup Heinz, com mais de 130 anos de vida e fazer com que os consumidores não o encarassem como um produto pouco saudável.

grown_not_madeA solução da agência foi explorar o fato do ketchup ser cultivado e plantado, mas não feito de forma artificial. A partir deste insight, criou-se o slogan: “grown, not made” (cultivado, não produzido). Foi uma forma inteligente de renovar a marca e de chamar a atenção do consumidor para um atributo importante do produto. Foram feitos, a partir deste conceito, várias peças publicitárias, explorando o fato de que “ninguém cultiva ketchup como a Heinz” (”no one grows ketchup like Heinz“).

Ou seja, é possível modernizar todo o tipo de marca, mesmo as centenárias. É claro que deve ser um processo cuidadoso, mas necessário para sua perpetuação.

Confira as peças publicitárias:

heinz_ad2heinz_ad1

Quem disse que hortifruti tem que ser chato?

Por Antonio Pedro, 13 de janeiro de 2010 23:09

A campanha de marketing da Hortifruti, cadeia varejista do Rio de Janeiro, mostra que é possível adicionar uma boa dose de humor mesmo para produtos que normalmente não estamos acostumados. As estrelas da campanha são as hortaliças, verduras e legumes vendidos na loja, cada uma como protagonista de um filme famoso.

A ideia da Hortifruti chama a atenção do consumidor por ser inovadora, inusitada e divertida. É uma prova de que se pode vender qualquer tipo de produto, desde que de uma forma inteligente. Melhor ainda ficou o slogan: “Aqui a natureza é a estrela”.

Confira abaixo:

quiabo_veste_pradapimentao_valenteo_pepino_maluquinhoo_amendoim_buttono_aipo_da_compadecidamelao_rougelimao_impossivelkiwi_billjambo_ivhorta_de_eliteedward_maos_de_cenourae_o_coentro_levoucouve_flor_e_seus_dois_maridoschuchurekberinjela_indiscretabatatas_do_caribea_outra_alfacea_incrivel_rucula9_e_meia_cebolas_de_amor007_o_espigao_que_me_amava2_milhoes_de_franciscoa_hortalica_rebelde




I’m sorry – marketing verde

Por Antonio Pedro, 4 de janeiro de 2010 23:44

Magistral a campanha da ONG tcktcktck e do Greenpeace durante a última Conferência Climática da ONU em Copenhague, na Dinamarca.

Nela, são mostrados alguns líderes mundiais (inclusive o nosso presidente) com a cara que teriam em 2020, com o objetivo de chamar a atenção da população para a necessidade de se agir agora com relação aos problemas ambientais e não deixar para depois.

A frase da campanha é bastante contundente: “I’m sorry. We could have stopped catastrophic climate change… we didn’t” (Sinto muito, nós poderíamos ter parado a mudança catastrófica no clima… mas não o fizemos).

tck-zapatero

tck-nicolas-sarkozy

tck-lula

tck-gordon-brown

tck-barack-obama

tck-angela-markel

Panorama Theme by Themocracy