Às vezes surgem inovações de onde menos se espera, de ideias simples e consagradas, mas com uma roupagem diferente. Isso foi o que a empresa neozelandesa YikeBike fez.
A ideia genial foi reinventar a bicicleta, remodelando-a de forma a torná-la mais moderna e ecologicamente correta; além de fazer com que servisse como meio de transporte para o trabalho, mas sem o incômodo de amarrá-la em algum poste.
A YikeBike é uma pequena bicicleta motorizada, que pesa apenas 10kg, feita de fibra de carbono, projetada para andar pequenas distâncias (até 10km), velocidade máxima de 25km/h e podendo ser totalmente recarregada numa tomada, como qualquer celular.
O design e a praticidade impressionam, mostrando que o produto é realmente inovador e que poderá conquistar seu espaço no mercado, mesmo tendo um preço salgado: US$ 4.450 ou R$ 8.000. É claro que o a YikeBike poderá baratear com o tempo, quando houver economia de escala, o que melhorará sua relação custo-benefício. Por enquanto, a ideia da empresa neozelandesa é atingir o mercado europeu, começando sua produção em abril de 2010.
Em suma, a YikeBike é uma resposta moderna aos problemas do cotidiano de qualquer morador de cidades grandes, podendo ajudar a driblar o trânsito, ao mesmo tempo que contribui para a preservação do meio-ambiente.
A internet surgiu como uma plataforma de comunicação entre indivíduos – de forma fácil e instantânea – por meio de uma rede potente de computadores interligados entre si. Desde a sua criação, estas formas de interação foram se sofisticando e intensificando, chegando-se ao conceito conhecido de Web 2.0, nome dado a uma nova fase da internet, mais democrática, interativa e colaborativa.
Neste contexto, surgiram inúmeras redes sociais (Facebook), softwares livres (Linux), enciclopédias colaborativas (Wikipedia), entre vários outros, convidando o internauta a se tornar protagonista e não mais coadjuvante do conteúdo da net.
Inspirado na Web 2.0, surgiu nos EUA a Quirky, com o objetivo de ser uma rede social de criação de produtos. O conceito é simples: basta ter uma ideia interessante, enviá-la para o site e, se ela for boa o bastante, será estudada, desenhada, ganhará um novo nome, uma logomarca e será colocada à venda no mercado.
A diferença do processo tradicional de desenvolvimento de produtos é que tudo acontece online e com a ajuda e colaboração de milhares de internautas. Além disso, possibilita que qualquer pessoa possa colocar em prática suas ideias sem ter que formalmente apresentá-las a uma grande empresa.
O processo da Quirky inicia com a geração e envio das ideias de produtos pelo valor de US$ 99,00. Elas ficam disponíveis por um determinado tempo no site, quando é possível adicionar comentários ou votar nas melhores. Para a escolha da vencedora, leva-se em conta a votação dos internautas e a opinião da equipe da Quirky, com o objetivo de se oferecer um produto com boas chances de gerar vendas e ser inovador no mercado.
Após esta etapa, o produto entra oficialmente no processo de desenvolvimento, devendo passar por algumas etapas: avaliação do produto, pesquisa, desenho industrial, nome, tagline (assinatura) e logo. Todas elas são colaborativas, sendo possível deixar sua opinião ou sugerir alterações.
Quando o produto fica pronto, entra automaticamente na fase de pré-vendas, devendo atingir uma determinada quantidade estabelecida para poder ser vendido. Ou seja, as pessoas têm que demonstrar interesse nele (colocando seus dados e número do cartão de crédito) para que efetivamente seja produzido e chegue nas prateleiras das lojas.
Uma vez que as vendas começam a acontecer, os idealizadores do produto recebem 30% de tudo que é vendido pelo site e 10% do que é vendido no varejo. Não somente quem deu a ideia inicial recebe, mas todos os que colaboraram durante o processo.
Em suma, a Quirky, com este novo método, conseguiu democratizar o desenvolvimento de novos produtos, dando voz a milhares de pessoas com ideias inovadoras. O sistema é bastante interessante porque permite que todos ganhem: Quirky, idealizadores, desenvolvedores e colaboradores. Além disso, a empresa utiliza de forma inteligente a internet para estudar o novo produto, pesquisá-lo, refiná-lo e também garantir que seja vendida uma quantidade mínima. Portanto, nada é feito ao acaso, minimizando o risco de um possível fracasso.
Agora só falta ter uma nova ideia: que tal colocá-la em prática?
Veja a entrevista do fundador da Quirky (que tem 23 anos!) na Fox Business:
Confira alguns dos novos produtos da Quirky:
1) Mug Stir – colher que fica pendurada
2) Pen Zen – Organizador de canetas
3) Scratch & Scroll Mousepad – Mousepad no qual se pode escrever
A Tea Forté, companhia americana fundada em 2003, conseguiu inovar e agregar valor a um produto que poderia ser visto como uma commodity: o chá.
Utilizando conceitos de marketing e vendendo produtos com design apurado, a empresa conseguiu se diferenciar dos concorrentes e abrir espaço para incrementar o valor da categoria, oferecendo produtos com valor agregado mais alto.
Um dos produtos oferecidos é o infusor de chá em formato de pirâmide, com as folhas dentro de uma rede fina, facilitando muito a imersão na xícara. Nunca vi nada igual! É um excelente produto, bastante inusitado e que é um prato cheio para os amantes de chá.
O fundador e presidente da empresa, Peter Hewitt, define seus produtos como uma experiência única, extraordiária, com o objetivo de capturar a “Arte do Chá”. Acredito realmente que ele tenha conseguido esta façanha.
Os produtos da Tea Forté estão disponíveis em vários restaurantes, spas, hotéis e alguns supermercados ao redor do mundo, mas ainda não no Brasil.
Outro produto realmente inovador é a garrafa para chá gelado inventada pela empresa. Acaba tornando a experiência em um próprio entretenimento:
Na foto acima, estão descritos os passos para se fazer o chá gelado:
- Primeiro, coloque água fervente no infusor.
- Depois, aguarde de dois a três minutos antes de derramar sobre o gelo.
Uma idéia muito interessante e simples, além de extremamente inovadora!
Em suma, a Tea Forté se destacou dos concorrentes por meio do design e do marketing, mesmo vendendo um produto massificado, como o chá.