Category: Criatividade

Por que não deixar as coisas mais divertidas?

Por Antonio Pedro, 17 de março de 2010 23:26

fun_theoryA Volkswagen da Suécia criou uma iniciativa muito interessante para provar que o modo mais fácil de se mudar o comportamento das pessoas é por meio do bom humor e da diversão. O objetivo era chamar a atenção da população para ações realmente diferentes (fossem elas voltadas para meio-ambiente, sociedade etc.), mas que  representassem mudanças para algo melhor.

A montadora, a partir desta ideia, criou um site chamado The Fun Theory, para que os internautas pudessem publicar suas sugestões e invenções, que seriam posteriormente votadas e julgadas por um comitê. As melhores ideias já foram selecionadas e o vencedor será anunciado em breve, o qual receberá um prêmio no valor de €2.500.

Este é um ótimo exemplo de como se pode aliar uma estratégia de marketing viral na internet juntamente com ações que melhoram nossa relação com a sociedade e o meio-ambiente, deixando-a mais divertida.

Abaixo mostro os três vídeos feitos pela The Fun Theory que serviram de inspiração para os participantes:

1) A lata de lixo mais funda do mundo

2) Escada em forma de piano

3) Coletor de vidro reciclado em forma de videogame

Reinventando a roda… da bicicleta

Por Antonio Pedro, 9 de março de 2010 0:16

YikeBikeÀs vezes surgem inovações de onde menos se espera, de ideias simples e consagradas, mas com uma roupagem diferente. Isso foi o que a empresa neozelandesa YikeBike fez.

YikeBike2A ideia genial foi reinventar a bicicleta, remodelando-a de forma a torná-la mais moderna  e ecologicamente correta; além de fazer com que servisse como meio de transporte para o trabalho, mas sem o incômodo de amarrá-la em algum poste.

A YikeBike é uma pequena bicicleta motorizada, que pesa apenas 10kg, feita de fibra de carbono, projetada para andar pequenas distâncias (até 10km), velocidade máxima de 25km/h e podendo ser totalmente recarregada numa tomada, como qualquer celular.

YikeBike3O design e a praticidade impressionam, mostrando que o produto é realmente inovador e que poderá conquistar seu espaço no mercado, mesmo tendo um preço salgado: US$ 4.450 ou R$ 8.000. É claro que o a YikeBike poderá baratear com o tempo, quando houver economia de escala, o que melhorará sua relação custo-benefício. Por enquanto, a ideia da empresa neozelandesa é atingir o mercado europeu, começando sua produção em abril de 2010.

Em suma, a YikeBike é uma resposta moderna aos problemas do cotidiano de qualquer morador de cidades grandes, podendo ajudar a driblar o trânsito, ao mesmo tempo que contribui para a preservação do meio-ambiente.

Quer colocar seu produto no mercado?

Por Antonio Pedro, 17 de fevereiro de 2010 0:42

A internet surgiu como uma plataforma de comunicação entre indivíduos – de forma fácil e instantânea – por meio de uma rede potente de computadores interligados entre si. Desde a sua criação, estas formas de interação foram se sofisticando e intensificando, chegando-se ao conceito conhecido de Web 2.0,  nome dado a uma nova fase da internet, mais democrática, interativa e colaborativa.

Neste contexto, surgiram inúmeras redes sociais (Facebook), softwares livres (Linux), enciclopédias colaborativas (Wikipedia), entre vários outros, convidando o internauta a se tornar protagonista e não mais coadjuvante do conteúdo da net.

quirkyInspirado na Web 2.0, surgiu nos EUA a Quirky, com o objetivo de ser uma rede social de criação de produtos. O conceito é simples: basta ter uma ideia interessante, enviá-la para o site e, se ela for boa o bastante, será estudada, desenhada, ganhará um novo nome, uma logomarca e será colocada à venda no mercado.

A diferença do processo tradicional de desenvolvimento de produtos é que tudo acontece online e com a ajuda e colaboração de milhares de internautas. Além disso, possibilita que qualquer pessoa possa colocar em prática suas ideias sem ter que formalmente apresentá-las a uma grande empresa.

O processo da Quirky inicia com a geração e envio das ideias de produtos pelo valor de US$ 99,00. Elas ficam disponíveis por um determinado tempo no site, quando é possível adicionar comentários ou votar nas melhores. Para a escolha da vencedora, leva-se em conta a votação dos internautas e a opinião da equipe da Quirky, com o objetivo de se oferecer um produto com boas chances de gerar vendas e ser inovador no mercado.

quirky_processApós esta etapa, o produto entra oficialmente no processo de desenvolvimento, devendo passar por algumas etapas: avaliação do produto, pesquisa, desenho industrial, nome, tagline (assinatura) e logo. Todas elas são colaborativas, sendo possível deixar sua opinião ou sugerir alterações.

Quando o produto fica pronto, entra automaticamente na fase de pré-vendas, devendo atingir uma determinada quantidade estabelecida para poder ser vendido. Ou seja, as pessoas têm que demonstrar interesse nele (colocando seus dados e número do cartão de crédito) para que efetivamente seja produzido e chegue nas prateleiras das lojas.

Uma vez que as vendas começam a acontecer, os idealizadores do produto recebem 30% de tudo que é vendido pelo site e 10% do que é vendido no varejo. Não somente quem deu a ideia inicial recebe, mas todos os que colaboraram durante o processo.

Em suma, a Quirky, com este novo método, conseguiu democratizar o desenvolvimento de novos produtos, dando voz a milhares de pessoas com ideias inovadoras. O sistema é bastante interessante porque permite que todos ganhem: Quirky, idealizadores, desenvolvedores e colaboradores. Além disso, a empresa utiliza de forma inteligente a internet para estudar o novo produto, pesquisá-lo, refiná-lo e também garantir que seja vendida uma quantidade mínima. Portanto, nada é feito ao acaso, minimizando o risco de um possível fracasso.

Agora só falta ter uma nova ideia: que tal colocá-la em prática?

Veja a entrevista do fundador da Quirky (que tem 23 anos!) na Fox Business:

Confira alguns dos novos produtos da Quirky:

1) Mug Stir – colher que fica pendurada

mug_stir1mug_stir22) Pen Zen – Organizador de canetas

pen_zen3) Scratch & Scroll Mousepad – Mousepad no qual se pode escrever

scratch_scroll

Quem disse que hortifruti tem que ser chato?

Por Antonio Pedro, 13 de janeiro de 2010 23:09

A campanha de marketing da Hortifruti, cadeia varejista do Rio de Janeiro, mostra que é possível adicionar uma boa dose de humor mesmo para produtos que normalmente não estamos acostumados. As estrelas da campanha são as hortaliças, verduras e legumes vendidos na loja, cada uma como protagonista de um filme famoso.

A ideia da Hortifruti chama a atenção do consumidor por ser inovadora, inusitada e divertida. É uma prova de que se pode vender qualquer tipo de produto, desde que de uma forma inteligente. Melhor ainda ficou o slogan: “Aqui a natureza é a estrela”.

Confira abaixo:

quiabo_veste_pradapimentao_valenteo_pepino_maluquinhoo_amendoim_buttono_aipo_da_compadecidamelao_rougelimao_impossivelkiwi_billjambo_ivhorta_de_eliteedward_maos_de_cenourae_o_coentro_levoucouve_flor_e_seus_dois_maridoschuchurekberinjela_indiscretabatatas_do_caribea_outra_alfacea_incrivel_rucula9_e_meia_cebolas_de_amor007_o_espigao_que_me_amava2_milhoes_de_franciscoa_hortalica_rebelde




Um hotel diferente

Por Antonio Pedro, 4 de janeiro de 2010 22:32

Recentemente, em uma das minhas viagens para o México, fiquei hospedado num hotel chamado W. Até aí, nada de mais, se não fosse pelo estilo e pela consistência no posicionamento da marca.

hall

Hall do W no México (recepção no fundo e bar à direita)

A primeira impressão é bastante positiva quando se entra no hall do hotel. Não há qualquer semelhança com um estabelecimento comum: nada de mármore ou sofás grandiosos; aliás, muito pelo contrário, o ambiente é moderno, colorido, cheio de design e totalmente fora do padrão.

quarto_w

Chamam atenção as cores fortes das paredes (como o vermelho, amarelo e preto), as esculturas espalhadas pelas salas, além de diversos outros detalhes que completam e identificam o hotel, exatamente como a empresa gostaria que os consumidores o percebessem: um hotel de boutique. Alguns destes detalhes são realmente impressionantes e ajudam a diferenciá-lo:

- Som com porta iPod: qual hotel oferece este mimo para seus clientes? Além disso, caso você tenha esquecido o seu e quiser fazer ginástica, existe um serviço de empréstimo de aparelhos.

som_ipod

banheiro_rede

- Banheiro com vista e rede: esta para mim foi uma das maiores surpresas quando cheguei no quarto.

- Comida: o restaurante tem pratos bastante elaborados, como um ceviche (prato típico peruano), mas com um tom mexicano, com pimentão e cebola, servido num copo. Algo bastante inusitado.

- Música personalizada: como não poderia faltar, a música do hotel também é moderna e jovem, focada no eletrônico e na house music, complementando o ambiente.

- Champanhe com doces: à noite, quando voltei para o quarto, havia duas garrafas de champanhe e alguns doces, juntamente com um cartão. Nele, estava escrito algo do gênero: “obrigado por voltar a se hospedar conosco”. Esta realmente me surpreendeu! A única coisa é que eles se enganaram de quarto, já que eu nunca havia estado antes lá. De qualquer maneira, foi uma forma extremamente criativa de mostrar respeito pelo cliente.

champanhe

- Águas artesanais: no quarto, é possível tomar água Voss, do aquífero da Noruega, ou a Fiji, pura e artesanal.

aguas

quarto_portaApesar de haver inúmeros pontos positivos, o W peca um pouco pelo exagero no design, deixando a desejar na funcionalidade muitas vezes. Explico-me: as poltronas, por exemplo, parecem saídas de um concurso de arquitetura, mas são desconfortáveis. Além disso, as cores fortes acabam cansando um pouco a vista, principalmente pela grande quantidade de vermelho no ambiente. Finalmente, o banheiro é moderno demais, com pia e vaso separados, além de não haver qualquer cortina ou coisa que o valha para separar o box do restante do ambiente.

Em suma, o W é um hotel extremamente inovador e moderno, consistente com o posicionamento da sua marca, passando sua mensagem de todas as formas possíveis para o cliente, seja na decoração do seu restaurante, no atendimento dos funcionários, nos produtos vendidos, na música, comida ou até no cartão de não perturbe, que traz escrito: “When? Not quite yet” (Quando? Ainda não).

Vitrines de restaurante

Por Antonio Pedro, 16 de novembro de 2009 22:57

Chamar a atenção de clientes para que eles parem e entrem num estabelecimento é o objetivo de qualquer comerciante. Uma das formas de fazê-lo é ter uma vitrine atrativa e bem arrumada, saindo da mesmice que se encontra geralmente.

No Japão, os donos de restaurante adotaram uma prática interessante para conseguir mais clientes. Passaram a colocar imitações de plástico de seus pratos nas vitrines para atrair pessoas para dentro da loja. É uma verdadeira arte, com réplicas que parecem verdadeiras e que dão uma idéia de como é o cardápio oferecido pelo restaurante.

Quando estive no Japão, em 2007, tirei algumas fotos destas vitrines, que mostro abaixo:

vitrine1vitrine2

Vejam também a reportagem da TV UOL sobre o tema:

Brasileiro é criativo mesmo

Por Antonio Pedro, 9 de novembro de 2009 22:10

Estava eu voltando de viagem outro dia e me deparei com a imagem abaixo no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo:

placa

Na placa está escrito: “Proibido amarrar bicicleta em árvore. Favor usar o bicicletário na Asa”. O sujeito não teve dúvida, amarrou no poste!!

Isso mostra duas facetas de nós brasileiros, uma boa e outra negativa. Por um lado, temos muita criativade para enfrentar problemas e conseguir tirar leite de pedra. Mas, por outro, nem sempre fazemos da forma mais correta; ou seja, queremos sempre burlar as regras.

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