Category: Criatividade

Como fazer marketing pensando fora da caixa

Por Antonio Pedro, 11 de maio de 2010 0:08

A T-Mobile, operadora inglesa de celulares, juntamente com a agência Saatchi & Saatchi, criaram uma campanha bastante inovadora para divulgar o novo posicionamento da empresa de telefonia: life’s for sharing (a vida é para compartilhar).

Para poder refletir o novo equity da marca, a agência plantou diversos dançarinos profissionais numa estação de Liverpool, sem que os transeuntes soubessem do que se tratava. Quando menos esperavam, uma música alta começou a tocar e as pessoas a dançarem. O resultado não poderia deixar de ser surpreendente: todos ficaram estupefatos com o que estava acontecendo, felizes com a surpresa e curiosos para saber do que se tratava a coreografia.

A campanha foi uma forma inteligente de chamar a atenção do consumidor e que depois virou um viral na internet, tendo sido vista por mais de 20 milhões de internautas no YouTube!

Seguindo o sucesso desta primeira coreografia, a T-Mobile criou outras sequências, igualmente interessantes. Uma das ideias foi colocar um telão na Trafalgar Square, praça no centro de Londres, onde uma multidão podia fazer um karaokê coletivo. Algo bastante inusitado, já que diversos microfones foram distribuídos para as pessoas, que se empolgaram cantando canções do Beatles e de outros grupos famosos.

Estas ações da operadora inglesa foram formas criativas de espelhar o posicionamento da marca, mostrando de forma lúdica o life’s for sharing. Ou seja, foi inovadora, mas ao menos tempo fiel à mensagem que a empresa queria passar ao seus consumidores. Isso é o mais importante, porque nem sempre as duas coisas andam juntas. Ora a campanha é criativa, mas não tem a ver com a marca, ora ela é fidedigna ao posicionamento, mas insossa. Com certeza, não foi o caso da T-Mobile.

Confira os vídeos:

1) Dança da T-Mobile

2) Karaokê na Trafalgar Square

Juntos

Por Antonio Pedro, 23 de março de 2010 0:20

Estado_Folha

A agência Talent criou uma ação genial e inovadora juntando dois concorrentes históricos: a Folha e o Estadão. O objetivo da propaganda era divulgar a nova campanha do Banco Santander, na qual é explorada a ideia de se tomar decisões levando-se em conta pontos de vista diferentes.

Os assinantes de cada um dos jornais receberam um exemplar da Folha e um do Estadão, que vinham envoltos num plástico com a mensagem da campanha (intilulada “Juntos”), além de maiores informações na primeira página para explicar que os bancos Santander e Real estão se juntando para ser um banco novo.

Estado_Folha2A Talent conseguiu passar muito bem para o público o momento atual em que os bancos estão passando após a fusão, no qual há um esforço para se manter o que cada um tinha de melhor. Isso é verdade principalmente para os clientes do Real, que se viram órfãos de sua marca após a compra pelo banco espanhol.

Este é um exemplo de como se pode surpreender o consumidor com uma ação inusitada, tirando-o do lugar-comum.

Por que não deixar as coisas mais divertidas?

Por Antonio Pedro, 17 de março de 2010 23:26

fun_theoryA Volkswagen da Suécia criou uma iniciativa muito interessante para provar que o modo mais fácil de se mudar o comportamento das pessoas é por meio do bom humor e da diversão. O objetivo era chamar a atenção da população para ações realmente diferentes (fossem elas voltadas para meio-ambiente, sociedade etc.), mas que  representassem mudanças para algo melhor.

A montadora, a partir desta ideia, criou um site chamado The Fun Theory, para que os internautas pudessem publicar suas sugestões e invenções, que seriam posteriormente votadas e julgadas por um comitê. As melhores ideias já foram selecionadas e o vencedor será anunciado em breve, o qual receberá um prêmio no valor de €2.500.

Este é um ótimo exemplo de como se pode aliar uma estratégia de marketing viral na internet juntamente com ações que melhoram nossa relação com a sociedade e o meio-ambiente, deixando-a mais divertida.

Abaixo mostro os três vídeos feitos pela The Fun Theory que serviram de inspiração para os participantes:

1) A lata de lixo mais funda do mundo

2) Escada em forma de piano

3) Coletor de vidro reciclado em forma de videogame

Reinventando a roda… da bicicleta

Por Antonio Pedro, 9 de março de 2010 0:16

YikeBikeÀs vezes surgem inovações de onde menos se espera, de ideias simples e consagradas, mas com uma roupagem diferente. Isso foi o que a empresa neozelandesa YikeBike fez.

YikeBike2A ideia genial foi reinventar a bicicleta, remodelando-a de forma a torná-la mais moderna  e ecologicamente correta; além de fazer com que servisse como meio de transporte para o trabalho, mas sem o incômodo de amarrá-la em algum poste.

A YikeBike é uma pequena bicicleta motorizada, que pesa apenas 10kg, feita de fibra de carbono, projetada para andar pequenas distâncias (até 10km), velocidade máxima de 25km/h e podendo ser totalmente recarregada numa tomada, como qualquer celular.

YikeBike3O design e a praticidade impressionam, mostrando que o produto é realmente inovador e que poderá conquistar seu espaço no mercado, mesmo tendo um preço salgado: US$ 4.450 ou R$ 8.000. É claro que o a YikeBike poderá baratear com o tempo, quando houver economia de escala, o que melhorará sua relação custo-benefício. Por enquanto, a ideia da empresa neozelandesa é atingir o mercado europeu, começando sua produção em abril de 2010.

Em suma, a YikeBike é uma resposta moderna aos problemas do cotidiano de qualquer morador de cidades grandes, podendo ajudar a driblar o trânsito, ao mesmo tempo que contribui para a preservação do meio-ambiente.

Quer colocar seu produto no mercado?

Por Antonio Pedro, 17 de fevereiro de 2010 0:42

A internet surgiu como uma plataforma de comunicação entre indivíduos – de forma fácil e instantânea – por meio de uma rede potente de computadores interligados entre si. Desde a sua criação, estas formas de interação foram se sofisticando e intensificando, chegando-se ao conceito conhecido de Web 2.0,  nome dado a uma nova fase da internet, mais democrática, interativa e colaborativa.

Neste contexto, surgiram inúmeras redes sociais (Facebook), softwares livres (Linux), enciclopédias colaborativas (Wikipedia), entre vários outros, convidando o internauta a se tornar protagonista e não mais coadjuvante do conteúdo da net.

quirkyInspirado na Web 2.0, surgiu nos EUA a Quirky, com o objetivo de ser uma rede social de criação de produtos. O conceito é simples: basta ter uma ideia interessante, enviá-la para o site e, se ela for boa o bastante, será estudada, desenhada, ganhará um novo nome, uma logomarca e será colocada à venda no mercado.

A diferença do processo tradicional de desenvolvimento de produtos é que tudo acontece online e com a ajuda e colaboração de milhares de internautas. Além disso, possibilita que qualquer pessoa possa colocar em prática suas ideias sem ter que formalmente apresentá-las a uma grande empresa.

O processo da Quirky inicia com a geração e envio das ideias de produtos pelo valor de US$ 99,00. Elas ficam disponíveis por um determinado tempo no site, quando é possível adicionar comentários ou votar nas melhores. Para a escolha da vencedora, leva-se em conta a votação dos internautas e a opinião da equipe da Quirky, com o objetivo de se oferecer um produto com boas chances de gerar vendas e ser inovador no mercado.

quirky_processApós esta etapa, o produto entra oficialmente no processo de desenvolvimento, devendo passar por algumas etapas: avaliação do produto, pesquisa, desenho industrial, nome, tagline (assinatura) e logo. Todas elas são colaborativas, sendo possível deixar sua opinião ou sugerir alterações.

Quando o produto fica pronto, entra automaticamente na fase de pré-vendas, devendo atingir uma determinada quantidade estabelecida para poder ser vendido. Ou seja, as pessoas têm que demonstrar interesse nele (colocando seus dados e número do cartão de crédito) para que efetivamente seja produzido e chegue nas prateleiras das lojas.

Uma vez que as vendas começam a acontecer, os idealizadores do produto recebem 30% de tudo que é vendido pelo site e 10% do que é vendido no varejo. Não somente quem deu a ideia inicial recebe, mas todos os que colaboraram durante o processo.

Em suma, a Quirky, com este novo método, conseguiu democratizar o desenvolvimento de novos produtos, dando voz a milhares de pessoas com ideias inovadoras. O sistema é bastante interessante porque permite que todos ganhem: Quirky, idealizadores, desenvolvedores e colaboradores. Além disso, a empresa utiliza de forma inteligente a internet para estudar o novo produto, pesquisá-lo, refiná-lo e também garantir que seja vendida uma quantidade mínima. Portanto, nada é feito ao acaso, minimizando o risco de um possível fracasso.

Agora só falta ter uma nova ideia: que tal colocá-la em prática?

Veja a entrevista do fundador da Quirky (que tem 23 anos!) na Fox Business:

Confira alguns dos novos produtos da Quirky:

1) Mug Stir – colher que fica pendurada

mug_stir1mug_stir22) Pen Zen – Organizador de canetas

pen_zen3) Scratch & Scroll Mousepad – Mousepad no qual se pode escrever

scratch_scroll

Quem disse que hortifruti tem que ser chato?

Por Antonio Pedro, 13 de janeiro de 2010 23:09

A campanha de marketing da Hortifruti, cadeia varejista do Rio de Janeiro, mostra que é possível adicionar uma boa dose de humor mesmo para produtos que normalmente não estamos acostumados. As estrelas da campanha são as hortaliças, verduras e legumes vendidos na loja, cada uma como protagonista de um filme famoso.

A ideia da Hortifruti chama a atenção do consumidor por ser inovadora, inusitada e divertida. É uma prova de que se pode vender qualquer tipo de produto, desde que de uma forma inteligente. Melhor ainda ficou o slogan: “Aqui a natureza é a estrela”.

Confira abaixo:

quiabo_veste_pradapimentao_valenteo_pepino_maluquinhoo_amendoim_buttono_aipo_da_compadecidamelao_rougelimao_impossivelkiwi_billjambo_ivhorta_de_eliteedward_maos_de_cenourae_o_coentro_levoucouve_flor_e_seus_dois_maridoschuchurekberinjela_indiscretabatatas_do_caribea_outra_alfacea_incrivel_rucula9_e_meia_cebolas_de_amor007_o_espigao_que_me_amava2_milhoes_de_franciscoa_hortalica_rebelde




Um hotel diferente

Por Antonio Pedro, 4 de janeiro de 2010 22:32

Recentemente, em uma das minhas viagens para o México, fiquei hospedado num hotel chamado W. Até aí, nada de mais, se não fosse pelo estilo e pela consistência no posicionamento da marca.

hall

Hall do W no México (recepção no fundo e bar à direita)

A primeira impressão é bastante positiva quando se entra no hall do hotel. Não há qualquer semelhança com um estabelecimento comum: nada de mármore ou sofás grandiosos; aliás, muito pelo contrário, o ambiente é moderno, colorido, cheio de design e totalmente fora do padrão.

quarto_w

Chamam atenção as cores fortes das paredes (como o vermelho, amarelo e preto), as esculturas espalhadas pelas salas, além de diversos outros detalhes que completam e identificam o hotel, exatamente como a empresa gostaria que os consumidores o percebessem: um hotel de boutique. Alguns destes detalhes são realmente impressionantes e ajudam a diferenciá-lo:

- Som com porta iPod: qual hotel oferece este mimo para seus clientes? Além disso, caso você tenha esquecido o seu e quiser fazer ginástica, existe um serviço de empréstimo de aparelhos.

som_ipod

banheiro_rede

- Banheiro com vista e rede: esta para mim foi uma das maiores surpresas quando cheguei no quarto.

- Comida: o restaurante tem pratos bastante elaborados, como um ceviche (prato típico peruano), mas com um tom mexicano, com pimentão e cebola, servido num copo. Algo bastante inusitado.

- Música personalizada: como não poderia faltar, a música do hotel também é moderna e jovem, focada no eletrônico e na house music, complementando o ambiente.

- Champanhe com doces: à noite, quando voltei para o quarto, havia duas garrafas de champanhe e alguns doces, juntamente com um cartão. Nele, estava escrito algo do gênero: “obrigado por voltar a se hospedar conosco”. Esta realmente me surpreendeu! A única coisa é que eles se enganaram de quarto, já que eu nunca havia estado antes lá. De qualquer maneira, foi uma forma extremamente criativa de mostrar respeito pelo cliente.

champanhe

- Águas artesanais: no quarto, é possível tomar água Voss, do aquífero da Noruega, ou a Fiji, pura e artesanal.

aguas

quarto_portaApesar de haver inúmeros pontos positivos, o W peca um pouco pelo exagero no design, deixando a desejar na funcionalidade muitas vezes. Explico-me: as poltronas, por exemplo, parecem saídas de um concurso de arquitetura, mas são desconfortáveis. Além disso, as cores fortes acabam cansando um pouco a vista, principalmente pela grande quantidade de vermelho no ambiente. Finalmente, o banheiro é moderno demais, com pia e vaso separados, além de não haver qualquer cortina ou coisa que o valha para separar o box do restante do ambiente.

Em suma, o W é um hotel extremamente inovador e moderno, consistente com o posicionamento da sua marca, passando sua mensagem de todas as formas possíveis para o cliente, seja na decoração do seu restaurante, no atendimento dos funcionários, nos produtos vendidos, na música, comida ou até no cartão de não perturbe, que traz escrito: “When? Not quite yet” (Quando? Ainda não).

Vitrines de restaurante

Por Antonio Pedro, 16 de novembro de 2009 22:57

Chamar a atenção de clientes para que eles parem e entrem num estabelecimento é o objetivo de qualquer comerciante. Uma das formas de fazê-lo é ter uma vitrine atrativa e bem arrumada, saindo da mesmice que se encontra geralmente.

No Japão, os donos de restaurante adotaram uma prática interessante para conseguir mais clientes. Passaram a colocar imitações de plástico de seus pratos nas vitrines para atrair pessoas para dentro da loja. É uma verdadeira arte, com réplicas que parecem verdadeiras e que dão uma idéia de como é o cardápio oferecido pelo restaurante.

Quando estive no Japão, em 2007, tirei algumas fotos destas vitrines, que mostro abaixo:

vitrine1vitrine2

Vejam também a reportagem da TV UOL sobre o tema:

Brasileiro é criativo mesmo

Por Antonio Pedro, 9 de novembro de 2009 22:10

Estava eu voltando de viagem outro dia e me deparei com a imagem abaixo no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo:

placa

Na placa está escrito: “Proibido amarrar bicicleta em árvore. Favor usar o bicicletário na Asa”. O sujeito não teve dúvida, amarrou no poste!!

Isso mostra duas facetas de nós brasileiros, uma boa e outra negativa. Por um lado, temos muita criativade para enfrentar problemas e conseguir tirar leite de pedra. Mas, por outro, nem sempre fazemos da forma mais correta; ou seja, queremos sempre burlar as regras.

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