Quem disse que hortifruti tem que ser chato?

Por Antonio Pedro, 13 de janeiro de 2010 23:09

A campanha de marketing da Hortifruti, cadeia varejista do Rio de Janeiro, mostra que é possível adicionar uma boa dose de humor mesmo para produtos que normalmente não estamos acostumados. As estrelas da campanha são as hortaliças, verduras e legumes vendidos na loja, cada uma como protagonista de um filme famoso.

A ideia da Hortifruti chama a atenção do consumidor por ser inovadora, inusitada e divertida. É uma prova de que se pode vender qualquer tipo de produto, desde que de uma forma inteligente. Melhor ainda ficou o slogan: “Aqui a natureza é a estrela”.

Confira abaixo:

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I’m sorry – marketing verde

Por Antonio Pedro, 4 de janeiro de 2010 23:44

Magistral a campanha da ONG tcktcktck e do Greenpeace durante a última Conferência Climática da ONU em Copenhague, na Dinamarca.

Nela, são mostrados alguns líderes mundiais (inclusive o nosso presidente) com a cara que teriam em 2020, com o objetivo de chamar a atenção da população para a necessidade de se agir agora com relação aos problemas ambientais e não deixar para depois.

A frase da campanha é bastante contundente: “I’m sorry. We could have stopped catastrophic climate change… we didn’t” (Sinto muito, nós poderíamos ter parado a mudança catastrófica no clima… mas não o fizemos).

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Regras do futebol

Por Antonio Pedro, 4 de janeiro de 2010 22:59

Vejam só a foto que tirei no primário de um colégio abastado da capital paulista:

regras_futebol

  1. A primeira regra já é clara: quem é pequeno também pode jogar!
  2. Dono do time? Essa é ótima!
  3. Chuteira com cravo no primário? Ia rolar uma briga dos moleques da oitava com os pirralhos da quarta-série
  4. Sensacional essa, ainda mais pela parte do carrinho “sem querer”
  5. O que os caras tão achando, que é rugby?
  6. Assim até eu faço gol
  7. Mão do adversário não é que nem “piques” do pega-pega

Um hotel diferente

Por Antonio Pedro, 4 de janeiro de 2010 22:32

Recentemente, em uma das minhas viagens para o México, fiquei hospedado num hotel chamado W. Até aí, nada de mais, se não fosse pelo estilo e pela consistência no posicionamento da marca.

hall

Hall do W no México (recepção no fundo e bar à direita)

A primeira impressão é bastante positiva quando se entra no hall do hotel. Não há qualquer semelhança com um estabelecimento comum: nada de mármore ou sofás grandiosos; aliás, muito pelo contrário, o ambiente é moderno, colorido, cheio de design e totalmente fora do padrão.

quarto_w

Chamam atenção as cores fortes das paredes (como o vermelho, amarelo e preto), as esculturas espalhadas pelas salas, além de diversos outros detalhes que completam e identificam o hotel, exatamente como a empresa gostaria que os consumidores o percebessem: um hotel de boutique. Alguns destes detalhes são realmente impressionantes e ajudam a diferenciá-lo:

- Som com porta iPod: qual hotel oferece este mimo para seus clientes? Além disso, caso você tenha esquecido o seu e quiser fazer ginástica, existe um serviço de empréstimo de aparelhos.

som_ipod

banheiro_rede

- Banheiro com vista e rede: esta para mim foi uma das maiores surpresas quando cheguei no quarto.

- Comida: o restaurante tem pratos bastante elaborados, como um ceviche (prato típico peruano), mas com um tom mexicano, com pimentão e cebola, servido num copo. Algo bastante inusitado.

- Música personalizada: como não poderia faltar, a música do hotel também é moderna e jovem, focada no eletrônico e na house music, complementando o ambiente.

- Champanhe com doces: à noite, quando voltei para o quarto, havia duas garrafas de champanhe e alguns doces, juntamente com um cartão. Nele, estava escrito algo do gênero: “obrigado por voltar a se hospedar conosco”. Esta realmente me surpreendeu! A única coisa é que eles se enganaram de quarto, já que eu nunca havia estado antes lá. De qualquer maneira, foi uma forma extremamente criativa de mostrar respeito pelo cliente.

champanhe

- Águas artesanais: no quarto, é possível tomar água Voss, do aquífero da Noruega, ou a Fiji, pura e artesanal.

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quarto_portaApesar de haver inúmeros pontos positivos, o W peca um pouco pelo exagero no design, deixando a desejar na funcionalidade muitas vezes. Explico-me: as poltronas, por exemplo, parecem saídas de um concurso de arquitetura, mas são desconfortáveis. Além disso, as cores fortes acabam cansando um pouco a vista, principalmente pela grande quantidade de vermelho no ambiente. Finalmente, o banheiro é moderno demais, com pia e vaso separados, além de não haver qualquer cortina ou coisa que o valha para separar o box do restante do ambiente.

Em suma, o W é um hotel extremamente inovador e moderno, consistente com o posicionamento da sua marca, passando sua mensagem de todas as formas possíveis para o cliente, seja na decoração do seu restaurante, no atendimento dos funcionários, nos produtos vendidos, na música, comida ou até no cartão de não perturbe, que traz escrito: “When? Not quite yet” (Quando? Ainda não).

Marketing e design… até no chá!

Por Antonio Pedro, 2 de dezembro de 2009 3:17

tea_forte_infusor
A Tea Forté, companhia americana fundada em 2003, conseguiu inovar e agregar valor a um produto que poderia ser visto como uma commodity: o chá.

Utilizando conceitos de marketing e vendendo produtos com design apurado, a empresa conseguiu se diferenciar dos concorrentes e abrir espaço para incrementar o valor da categoria, oferecendo produtos com valor agregado mais alto.

Um dos produtos oferecidos é o infusor de chá em formato de pirâmide, com as folhas dentro de uma rede fina, facilitando muito a imersão na xícara. Nunca vi nada igual! É um excelente produto, bastante inusitado e que é um prato cheio para os amantes de chá.

tea_forte_infusor2
O fundador e presidente da empresa, Peter Hewitt, define seus produtos como uma experiência única, extraordiária, com o objetivo de capturar a “Arte do Chá”. Acredito realmente que ele tenha conseguido esta façanha.

Os produtos da Tea Forté estão disponíveis em vários restaurantes, spas, hotéis e alguns supermercados ao redor do mundo, mas ainda não no Brasil.

Outro produto realmente inovador é a garrafa para chá gelado inventada pela empresa. Acaba tornando a experiência em um próprio entretenimento:

ice_tea

Na foto acima, estão descritos os passos para se fazer o chá gelado:
- Primeiro, coloque água fervente no infusor.
- Depois, aguarde de dois a três minutos antes de derramar sobre o gelo.

Uma idéia muito interessante e simples, além de extremamente inovadora!

Em suma, a Tea Forté se destacou dos concorrentes por meio do design e do marketing, mesmo vendendo um produto massificado, como o chá.

Vitrines de restaurante

Por Antonio Pedro, 16 de novembro de 2009 22:57

Chamar a atenção de clientes para que eles parem e entrem num estabelecimento é o objetivo de qualquer comerciante. Uma das formas de fazê-lo é ter uma vitrine atrativa e bem arrumada, saindo da mesmice que se encontra geralmente.

No Japão, os donos de restaurante adotaram uma prática interessante para conseguir mais clientes. Passaram a colocar imitações de plástico de seus pratos nas vitrines para atrair pessoas para dentro da loja. É uma verdadeira arte, com réplicas que parecem verdadeiras e que dão uma idéia de como é o cardápio oferecido pelo restaurante.

Quando estive no Japão, em 2007, tirei algumas fotos destas vitrines, que mostro abaixo:

vitrine1vitrine2

Vejam também a reportagem da TV UOL sobre o tema:

Carro do futuro para mulheres

Por Antonio Pedro, 11 de novembro de 2009 23:04

O canal de TV Sci Fi, voltado para os amantes de ficção científica, fez um comercial bastante interessante sobre como seria o carro do futuro para as mulheres.

Realmente impressionante… confiram abaixo:

Brasileiro é criativo mesmo

Por Antonio Pedro, 9 de novembro de 2009 22:10

Estava eu voltando de viagem outro dia e me deparei com a imagem abaixo no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo:

placa

Na placa está escrito: “Proibido amarrar bicicleta em árvore. Favor usar o bicicletário na Asa”. O sujeito não teve dúvida, amarrou no poste!!

Isso mostra duas facetas de nós brasileiros, uma boa e outra negativa. Por um lado, temos muita criativade para enfrentar problemas e conseguir tirar leite de pedra. Mas, por outro, nem sempre fazemos da forma mais correta; ou seja, queremos sempre burlar as regras.

Marketing não é só para empresas privadas (4)

Por Antonio Pedro, 14 de outubro de 2009 8:49

Rio_2016

Como no post que fiz sobre as Olimpíadas de Londres, a campanha do Rio 2016 foi bastante bem sucedida porque soube utilizar estratégias de marketing para ganhar a indicação. Nas tentativas anteriores, a cidade carioca havia competido de forma amadora, sem preparar argumentos fortes que convencessem os membros do COI (Comitê Olímpico Internacional).

Desta vez, porém, o comitê organizador do Rio 2016 foi buscar pessoas de peso, como o norte-americano Scott Givens, ex-alto executivo da Disney. Ele já havia trabalhado para outras campanhas que foram vitoriosas na indicação para as Olimpíadas, entre elas a de Atlanta em 1996. Givens foi uma peça-chave para montar a apresentação do Rio, tanto o discurso quanto os gráficos e filmes. Outro ator importante foi Fernando Meirelles, que por meio da sua produtora O2, preparou os filmes utilizados durante os discursos, que tinham o objetivo de emocionar a platéia e conquistar seu apoio.

Uma sacada importante e decisiva do comitê organizador foi focar no segundo voto dos representantes do COI. A hipótese era que eles já chegariam ao evento com seu voto definido. Logo, faria sentido conquistar sua segunda opção. Dessa forma, a apresentação, os argumentos e os efeitos gráficos seriam cruciais para atingir este objetivo.

mapa_Rio_2016

Mapa utilizado para reforçar o argumento que a América do Sul nunca havia recebido as Olimpíadas

Durante a apresentação do Rio, somente pessoas de peso falaram, das três esferas do poder executivo (presidente, governador e prefeito), além do presidente do BC e esportistas. Mas somente isso não bastaria, uma vez que as demais cidades também levaram seus representantes mais importantes.

O que fez a diferença foi a argumentação brasileira, calcada em diversos fatores:

  • Solidez da economia brasileira
  • Oportunidade de negócios, mercado publicitário importante
  • Expansão das Olimpíadas para um novo continente
  • Fato do Brasil ser a única economia entre as dez maiores a nunca ter sediado os jogos
  • Receptividade e alegria do povo brasileiro e, em especial, dos cariocas
  • Legado dos jogos para a juventude

Assim, como uma argumentação muito bem estruturada e vídeos emotivos e impecáveis, o Rio conseguiu finalmente conquistar o direito de sediar as tão sonhadas Olimpíadas. Quem sabe essa não seja uma oportunidade de endireitar finalmente a cidade carioca, que após deixar de ser a capital brasileira, nunca mais se encontrou. Não vai ser fácil e nem milagres acontecem, mas pode ser um ponto de inflexão, um começo no trabalho árduo para reverter anos de degradação.

Veja os vídeos usados durante a apresentação:

1) Vídeo Institucional da cidade

2) Vídeo sobre a receptividade do Rio

3) Vídeo do plano da cidade (masterplan) para as Olimpíadas

Como é que se fala mesmo?

Por Antonio Pedro, 22 de setembro de 2009 0:48

forvoSabe aquela palavra que você sempre quis saber como se pronuncia e não tinha para quem perguntar? O site Forvo teve a brilhante idéia de usar o princípio de Web 2.0 e deixar por cargo dos milhares de internautas gravarem suas versões para todo o tipo de palavra existente.

Como o próprio slogan do site diz: “All the words in the world. Pronounced.” (”Todas as palavras do mundo. Pronunciadas.”). Ou seja, diga adeus àquela dúvida de como se diz Saskatchewan (estado canadense) ou Charaktereigenschaften (caráter, em alemão – acredite, é isso mesmo!). O melhor é poder ouvir a tudo dito por pessoas nativas na língua, inclusive por diferentes sotaques.

A busca no site não é das mais amigáveis, já que, diferente do Google, não aparecem sugestões próximas ao que você pesquisou. Ou seja, só aparecerão palavras que sejam exatamente iguais às procuradas. Além disso, existem ainda poucas categorias (alimentos, cinema, geografia, entre outras) e que são classificadas por ordem alfabética, por data ou por popularidade. Dentro de cada uma delas, não há uma subdivisão por línguas ou sub-segmentos, o que dificulta a busca.

De qualquer maneira, o site é muito útil para qualquer pessoa, estudante de línguas ou não. Agora já posso falar Εγώ δεν καταλαβαίνω direito! (se for curioso, procure esta frase no Forvo e, se for mais curioso ainda, cole esta frase no tradutor do Google)

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