Até parece mentira, mas desde o dia 1º de abril os paulistas já podem bloquear ligações de telemarketing cadastrando-se no site do PROCON-SP. Até cinco números de telefone podem ser listados, acabando com aquelas ligações no sábado ou domingo de manhã para venda de serviços ou produtos.
Esta resposta do poder público vai de encontra à revolta da população contra os abusos que o telemarketing vem fazendo ao longo dos anos. Trata-se de mais um capítulo após a entrada em vigor (em dezembro de 2008) das novas regras para o setor, como atendimento em até um minuto, cancelamento automático, opção de falar com atendente no primeiro menu, entre outros.

Ou seja, foi um duro golpe ao telemarketing e à estratégia de venda das empresas que utilizam este tipo de serviço. Será necessário, a partir de agora, repensar as ações de marketing para atração e, principalmente, retenção de clientes. Isso não ocorria porque o telemarketing ativo conseguia aumentar o número de clientes (mesmo com métodos discutíveis) e o cancelamento era muito difícil de se concretizar.
Então, vamos fazer a nossa parte: não gostou do atendimento? Cancela! Não gostou do serviço ou do produto? Cancela! Não quer receber ligações inconvenientes na sua casa? Bloqueia! Não aguenta ouvir aquele blábláblá chato das atendentes de telemarketing? Bloqueia!
Em suma, o cliente terá que ser muito mais considerado e valorizado pelas empresas que usam telemarketing. Estas, por sua vez, terão que encontrar novas formas de vender seus produtos e serviços, de forma menos invasiva e mais inteligente.
Para cadastrar seus números de telefone, clique no endereço abaixo:
Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing
Nota: infelizmente as novas regras e o bloqueio não valem para as instituições filantrópicas. Nada contra estas instituições (aliás, já contribuí com algumas delas), mas acho que a estratégia para angariar recursos por meio do telefone é completamente equivocada. Acaba irritando o cliente, ainda mais quando a atendente dispara a falar sem parar e tenta deixar o interlocutor com remorso por não ajudar uma causa tão nobre.