Analistas

A edição de novembro da Exame faz um reportagem interessante sobre os analistas financeiros. Afinal, para que eles servem mesmo?
Se você pegar as previsões deles para 2008 no início do ano, as do Walter Mercado e as da Mãe Diná, provavelmente os dois místicos tenham acertado mais.
Não se pode, portanto, confiar totalmente no que é falado pelos analistas porque sempre há algum interesse por trás de cada previsão ou recomendação de compra/venda. Afinal, eles são pagos por bancos que também têm interesses em divulgar determinadas análises (favoráveis ou desfavoráveis, catastróficas ou positivas).
Achei conveniente, neste momento, comentar uma frase de Erasmo de Rotterdam (1469-1536), holandês que escreveu um clássico chamado “Elogio da Loucura”:
“A verdadeira prudência consiste, já que somos humanos, em não querer ser mais sábios do que nossa natureza o permite”.
Na época, Erasmo estava se referindo aos filósofos e teólogos que buscavam uma única verdade irrefutável, não se dando conta que a realidade é muito mais dinâmica e complexa. Como todo clássico, o autor continua extremamente atual e suas reflexões servem de exemplo para nossos analistas financeiros.



