Qual a diferença de comandar um barco e um navio?

Qual a diferença de comandar um barco e um navio?

Com essa analogia começo a expor a grande  dúvida do pequeno empreendedor que se lança no mercado, muitas vezes dotado de uma grande idéia, um pequeno capital, muito sonho  e vontade de ter o seu próprio negócio.

Até os meus 44 anos, atuei no mercado de trabalho na gestão comercial de diversas empresas grandes e médias, na maioria voltado para o varejo.

A quase uma década estava “certo”, de que estava “pronto” para empreender em meu próprio negócio. Afinal dotado de grande experiência profissional, tinha em mente a “segurança” de que nada poderia dar errado.

Montei em um shopping em Recife minha primeira cafeteria e passado alguns meses tinha vontade de jogar tudo para o alto e voltar ao mercado de trabalho. Mas as coisas quando se monta uma empresa não tão fácil assim de resolver, afinal adquirimos responsabilidades de toda ordem que impedem de fechar um negócio da noite para dia. Bem diferente do mercado de trabalho, pois quando estamos insatisfeitos em uma determinada empresa pegamos o boné e vamos embora.

Não restava alternativa a não ser encarar o “espelho” e chegar a conclusão com humildade do que todo mundo já sabe. A maioria dos negócios, quando não vai bem, o seu empreendedor é o principal culpado por isso.

Primeira coisa: fui estudar dezenas de cursos gratuitos no SEBRAE. Detestava matemática e passei a dormir com ela todos os dias! Fiz uma Graduação em Varejo, um MBA em Gestão de Negócios, isso a noite claro, pois durante o dia dividia minhas atribuições com a equipe de trabalho, atuando em todas as posições.

Lavando pratos, no caixa, no atendimento conhecendo o cliente, no Excel fazendo o cardápio, no Corel fazendo o folheto da loja. Enfim, satisfatório ou não, aprendi a gostar de cada posição, pois ali estava o meu sonho virando pesadelo diante de tantas adversidades típicas do setor.

Concluindo, o que tem a ver o título desse artigo com o conteúdo? … É simples, quando atuava no mercado de trabalho estava acostumado a comandar um “navio”; ou seja, para qualquer adversidade tinha um profissional técnico especializado para resolver a situação ou delegar responsabilidades.

Bom, dentro de minha cafeteria, que é como um “barco”, a coisa é muito diferente. Gostando ou não tive que aprender por necessidade a gostar de Finanças, Contabilidade, Tributos, Marketing, RH e até lavar louças!

Ainda é cedo para saber se vou em frente, mas a cafeteria acaba de completar seis anos de vida, o que não deixa de ser um marco, para um empresário que com seis meses queria jogar tudo para alto!

Sobre o Autor

Givaldo Guilherme dos Santos é empresário, dono de duas cafeterias na cidade de Recife, Pernambuco. É graduado em varejo, com MBA em Gestão de Negócios.

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